sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Tycho Brahe




Tycho Brahe (Castelo de Knutstorp, Skåne, 14 de Dezembro de 1546 — Praga, 24 de Outubro de 1601) nascido Tyge Ottesen Brahe, foi um astrônomo dinamarquês. Teve um observatório chamado Uranienborg na ilha de Ven, no Öresund, entre a Dinamarca e a Suécia.
Tycho esteve ao serviço de Frederico II da Dinamarca e mais tarde do imperador Rodolfo II da Germânia, tendo sido um dos representantes mais prestigiosos da ciência nova - a ciência renascentista que abrira uma brecha no sólido edifício construído pela Idade Média, baseado na síntese da tradição bíblica e da ciência de Aristóteles. Continuando o trabalho iniciado por Copérnico, foi acolhido pelos sábios ocidentais com alguma relutância. Estudou detalhadamente as fases da lua e compilou muitos dados que serviriam mais tarde a Johannes Kepler para descobrir uma harmonia celestial existente no movimento dos planetas, padrão esse conhecido como leis de Kepler.
A adesão de Tycho à ciência nova levou-o a abandonar a tradição ptolomaica, a fim de chegar a novas conclusões pela observação directa. Baseando-se nesta, construiu um sistema no qual, sem pretender descobrir os mistérios do cosmos, chega a uma síntese eléctrica entre os sistemas que poderíamos chamar de tradicionais e o de Copérnico.
Tycho foi um astrônomo observacional da era que precedeu à da invenção do telescópio, e as suas observações da posição das estrelas e dos planetas alcançaram uma precisão sem paralelo para a época. Após a sua morte, os seus registos dos movimentos de Marte permitiram aJohannes Kepler descobrir as leis dos movimentos dos planetas, que deram suporte à teoria heliocêntrica de Copérnico. Tycho não defendia o sistema de Copérnico mas propôs um sistema em que os planetas giram à volta do Sol e este orbitava em torno da Terra.
Em 1599, por discordar do novo rei do seu país, mudou-se para Praga e construiu um novo observatório, onde trabalhou até morrer, em 1601.

Morte

Tycho morreu em 24 de outubro de 1601, onze dias depois de ficar muito doente durante um banquete. Ele permaneceu doente por onze dias e consta que teria dito a Kepler: "Ne frustra vixisse videar!", "Não me deixe parecer ter vivido em vão". Por centenas de anos, a crença geral foi que ele teria morrido de um problema na bexiga. Foi dito que ele teria evitado de sair do banquete antes do fim, por boas maneiras, e que teria estressado sua bexiga ao limite, desenvolvendo uma infecção que o matou. Essa teoria foi apoiada pelo relato de Kepler.
Investigações recentes sugerem que Tycho morreu não de problemas urinários, mas de envenenamento por mercúrio: níveis extremamente tóxicos foram encontrados em seus cabelos e na raiz dos cabelos. Tycho pode ter se envenenado tomando medicamentos contendo impurezas não-intencionais de cloreto de mercúrio, ou pode ter sido envenenado. De acordo com um livro de 2005 de Joshua Gilder e Anne-Lee Gilder, há evidências substanciais de que Kepler assassinou Brahe; eles argumentam que Kepler tinha os meios, motivos, e oportunidade, e roubou os dados de Tycho com sua morte. De acordo com os Gilders, seria improvável que Tycho tivesse se envenenado, uma vez que ele era um alquimista conhecido por ser familiarizado com a toxidade dos diferentes compostos de mercúrio.

O nariz de Tycho

Em 1566, quando era estudante, Tycho Brahe duelou com um nobre dinamarquês, Manderup Parsbjerg. Ele acabou perdendo um pedaço do nariz. Pelo resto de sua vida ele usou uma prótese que seria de ouro e prata. Porém, em 1901, sua tumba foi aberta e observou-se que o osso no crânio, na região do nariz, tinha cor verde, sinal de exposição ao cobre. Alguns historiadores especularam que ele teria tido várias próteses para diferentes ocasiões, notando que uma de cobre poderia ser mais leve e confortável que uma de metal precioso.

Cronologia

1546 - 14 de dezembro - Tycho Brahe nasce em Knudstrup, Dinamarca
1559 - Tycho entra na Universidade de Copenhague
1562 - Tycho transfere-se para a Universidade de Leipzig
1563 - Faz sua primeira observação astronômica: uma conjunção de Júpiter e Saturno
1572 - Descobre uma nova estrela, abalando a fé na doutrina cristã-aristotélica sobre a perfeição e imutabilidade da esfera celeste
1574 - Publica: De nova Stella ("Sobre a nova estrela")
1577 - Observa a passagem de um cometa, e demonstra que não se trata de um fenômeno atmosférico, como se acreditava desde Aristóteles
1582 - O papa Gregório XIII reforma o calendário, corrigindo-o em dez dias, com base nos cálculos de duração do ano efetuados por Tycho
1599 - Tycho muda-se para Praga. Johannes Kepler torna-se seu assistente
1601 - 13 de outubro - Participa de um banquete em Praga, no qual ficou doente
1601 - 24 de outubro - Tycho Brahe morre, em Praga
1609 - Johannes Kepler enuncia as Leis do movimento planetário, com base nos trabalhos e observações de Tycho Brahe.

Referências

  1.  Tycho Brahe em Mathematics Genealogy Project
  2.  Jackson, E. Atlee. Exploring Nature's Dynamics (em inglês). [S.l.]: Wiley-IEEE, 2001. 328 p. p. 12. ISBN 978-0-471-19146-9. Página visitada em 12 de dezembro de 2012.
  3.  http://www.tychobrahe.com/eng_tychobrahe/myt.html
  4.  Joshua Gilder and Anne-Lee Gilder. Heavenly Intrigue: Johannes Kepler, Tycho Brahe, and the Murder Behind One of History's Greatest Scientific Discoveries. [S.l.]: Anchor, 2005. ISBN 978-1-4000-3176-4

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Os Essênios



Os Essênios (português brasileiro) ou Essénios (português europeu) (Issi'im) constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve existência desde mais ou menos o ano 150 a.C. até o ano 70d.C. Estavam relacionados com outros grupos religioso-políticos, como os saduceus.
O nome essênio provém do termo sírio asaya, e do aramaico essaya ou essenoí, todos com o significado de médico, passa por orum do grego (grego therapeutés), e, finalmente, por esseni do latim. Também se aceita a forma esseniano.

Descobertas

Dentre as comunidades, tornou-se conhecida a de Qumran em 1955, nas regiões do Qumran, zona árida e quente próximo ao Mar Morto, foram encontrados jarros com manuscritos que continham documentos, revelações, leis, usos e costumes de uma comunidade de essênios. O Essenismo é transcrito pela primeira vez por Filon e Flávio Josefo, onde citavam que era uma ordem que havia se afastado do judaismo tradicional por motivos desconhecidos, seus costumes se diferenciam em determinados pontos. Iniciaram seus estudos nos séculos que vão desde o ano 150 (A.C) ao 70 (D.C.). O Essenismo foi melhor revelado na história oficial, pela descoberta dos famosos "Manuscritos do Mar Morto", que são uma coleção de centenas de textos e fragmentos de texto encontrados em cavernas de Qumran. Mesmo após décadas de trabalho e controvérsias, a tradução integral dos manuscritos do mar Morto foi completada em 2002, mas não havia nenhuma referência direta a Jesus, João Batista ou aos primeiros cristãos. Os essênios provavelmente foram exterminados pelos romanos, ou obrigados a deixar suas comunidades e fugir para salvar suas vidas, por volta do ano 68 d.C. 

História

Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos. Retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidade e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há menção sobre eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo (historiador oficial judeu) e por Fílon de Alexandria (filósofo judeu). Flávio Josefo relata a divisão dos judeus do Segundo Templo em três grupos principais: Saduceus, Fariseus e Essênios. Os Essênios eram um grupo de separatistas, a partir do qual alguns membros formaram uma comunidade monástica ascética que se isolou no deserto. Acredita-se que a crise que desencadeou esse isolamento do judaísmo ocorreu quando os príncipes Macabeus no poder, Jonathan e Simão, usurparam o ofício do Sumo Sacerdote, consternando os judeus conservadores. Alguns não podiam tolerar a situação e denunciaram os novos governantes. Josefo refere, na ocasião, a existência de cerca de 4000 membros do grupo, espalhados por aldeias e povoações rurais.

Doutrina

Dividiam-se em grupos de 12 com um líder chamado "mestre da justiça";
Vestiam-se sempre de branco;
Acreditavam em milagres pela mão, milagres físicos e benção com as mãos. (Acredita-se que as curas por imposição de mãos sejam semelhantes ao Reiki oriental.)
Realizavam curas com ervas medicinais e aplicação de argila;
Aboliam a propriedade privada;
Eram todos vegetarianos;
Alguns mestres não se casavam, todavia o celibato não era obrigatório;
Tomavam banho antes das refeições;
A comida era sujeita a rígidas regras de purificação.
Eram chamados de nazarenos por causa do voto nazarita.
Realizavam o ritual do Batismo nas águas aos iniciados;
Guardavam o Nome de Deus, dito impronunciável pelos Fariseus e Saduceus, o tetragrama sagrado YHWH (pronunciado como Yah ou Jah na tradição Essênia.)
Era costume que os nomes de seus membros tivessem o nome de Deus, ex: Obadias = ObadiYah, Jeremias = YarmiYah, João = YahUkhanaan, Jesus ou Josué = YahShua, Tiago ou Jacó = YahKov;
Acreditavam que a Natureza, os seres humanos e todas as coisas vivas eram o verdadeiro Templo de Deus, pois Ele não habitava em lugares feitos pelas mãos dos homens, mas sim as coisas vivas e que as ofertas a Deus eram o partilhar da comida para com os famintos, sejam homens ou animais.
Rejeitavam as práticas Farisaicas de sacrifício de animais para expiação dos pecados;
As mulheres eram iguais aos homens na sociedade, podendo inclusive serem Mestres da justiça (acredita-se que Maria, a mãe de Jesus e Maria Madalena foram Mestres da Justiça.)
Não tinham amos nem escravos. A hierarquia estabelecia-se de acordo com graus de pureza espiritual dos irmãos, os sacerdotes que ocupassem o topo da ordem.
Eles se proclamavam "a nova aliança" de Deus com Israel, mais tarde este mesmo termo aparece na literatura cristã como "novo testamento" e tambem grande parte das práticas judaica essênias.
Segundo Christian Ginsburg (historiador orientalista), os essênios foram os precursores do Cristianismo, pois a maior parte dos ensinamentos de Jesus, o idealismo ético, a pureza espitirual, remetem ao ideal essênio de vida espiritual. A prática da banhar-se com frequência é fruto do ritual da Tevilah, onde o Judeu mergulha em um micvê em certas ocasiões para se purificar.

Fonte: Wikipédia

domingo, 18 de novembro de 2012

Chögyam Trungpa


Nasceu na província de Kham, na parte setentrional do Tibete oriental, em 1939.
Aos treze meses, foi reconhecido como a décima primeira reencarnação da linhagem dos Trungpa tulku. E como todo jovem tulku, foi desde cedo educado de maneira intensa nos estudos e práticas dos ensinamentos budistas. Aos cinco anos, foi coroado como abade supremo dos monastérios de Surmang.
Ordenado monge aos oito anos, ele se consagrou ao estudo e à pratica das diversas disciplinas monásticas tradicionais, assim como à arte da caligrafia, da pintura em tangka e as danças monásticas. Com apenas quatorze anos de idade, ele confere a abhisheka do Rintchen Terdzö. Um tulku tão jovem dando uma abhisheka que duraria quase seis meses era então um evento excepcional.
Ele estudara com Jamgon Kontrul de Sétchèn, que foi seu guru-raiz e com quem ele permaneceu alguns anos. Jamgön Kontrül ensinava de forma direta e demonstrava em seguida como aplicar a realização final em cada momento da vida quotidiana. Esse mestre se tornou um exemplo e uma fonte de inspiração permanente para Trungpa Rinpoché durante toda sua vida.
Chögyam Trungpa estudou também ao lado de Dilgo Khyentsé, que lhe transmitiu os ensinamentos da Grande Perfeição ou Atiyoga. Graças à esses dois mestres, ele fora fortemente marcado pelos ensinamentos Nyingma. Khenpo Ganshar, filho espiritual de Jamgön Kontrül, foi igualmente alguém muito próximo do jovem Chögyam Trungpa.
Em 1958, ele fora ensinar nos monastérios de Surmang. Pressentindo que os habitantes dali estariam brevemente sujeitos à própria sorte, ele apresentou-lhes então rapidamente os ensinamentos essenciais. Chögyam Trungpa aprendera dessa forma à indicar diretamente a natureza do espírito à um grande numero de estudantes.
Em 1959, em razão da invasão do Tibete pelos chineses, ele foi obrigado a partir em exílio. Com apenas vinte anos ele teve que abandonar seu pais e fugir; atravessando os Himalaias em condições extremamente difíceis. Ele liderou um grupo de trezentas pessoas numa viagem que durou quase dez meses. A maioria dessas pessoas foi feitas prisioneiras pelos chineses, e apenas dezenove conseguiriam escapar.
Na Índia
O período passado na Índia, de 1959 à 1963, foi marcado pela “fascinação e pela curiosidade”. Fréda Bédi, que trabalhava então para o governo da India, no escritório central de apoio aos refugiados tibetanos, o ajudou muito, se tornando um pessoa de importância capital.
Uma das primeiras mulheres a ter obtido um diploma da Oxford, ela era esposa de Baba Bédi, um nacionalista sikh, com quem ela veio morar no Penjab. Ela se tornaria então uma figura importante na luta pelos direitos das mulheres dessa região. No final da década de 50, ela decide se consacrar a causa dos tibetanos, para em seguida se tornar monja no monastério de Karmapa. Ela convida Chögyam Trungpa para viver com sua familia em Kalipong, se tornando sua tutora e se comportando com ele como uma verdadeira mãe.
Chögyam Trungpa foi então nomeado pelo Dalai Lama como conselheiro espiritual dos jovens tülkous na escola dirigida por Fréda Bédi, em Dalhousie. Em 1963, o jovem Trungpa recebe uma bolsa des estudos da fundação Spalding para a Universidade de Oxford.

A Inglaterra e as primeiras tentativas de transmissão no Ocidente

Na Inglaterra, ele faz estudos de religião comparada e filosofia ocidental. Ele demonstra um enorme interesse pela historia da arte, visitando Londres e seus museus, e sentindo uma fascinação particular pela arte contemporânea, que “passava além de qualquer hesitação, para expressar livremente tudo aquilo que poderia passar na cabeça de cada um”.
Ele descobre assim a arte japonesa. Estuda a ikebana, forma tradicional de arranjo floral, ao lado de Stella Coe, mestre da escola Sogetsu, de onde ele recebe mais tarde o diploma de instrutor. Muito interessado pela poesia, ele publica na Inglaterra sua antologia de poemas, sob o titulo de "Mudra".
Impressionado com a riqueza da cultura ocidental, percebeu ao mesmo tempo as possibilidades de apresentar os ensinamentos budistas nesse contexto. Nesse intuito, ele fundou em 1968, em Dumfriesshire, Escócia, o Centro de Meditação de Samyé Ling - nome do primeiro monastério tibetano, implantado por Padmasambhava, no século VIII. Publicou então dois livros: "Nascido no Tibet" e "Meditação e ação".
Mais tarde, vitima de um grave acidente: seu carro colide violentamente com a vitrine de uma loja. Conduzido inconsciente ao hospital, posteriormente é dado o grave diagnostico: o lado esquerdo de seu corpo fica paralisado para sempre.
Foi uma mensagem importante para ele que decide então abandonar o estilo de vida monástico que até então ele havia seguido. A partir daí renuncia a tudo o que criava entre ele e seus alunos “uma espécie de aura insondável” e que constituísse um obstáculo na sua relação com eles. Abandona seus votos de monge e suas vestimentas “exóticas”. Mais tarde se casa com uma jovem inglesa, Diana Pybus.
Em outubro de 1973 já nos EUA, foi feito o primeiro seminário de Vajradathu, no hotel Jackson Hole, em Wyoming, que mais tarde aconteceria todos os anos. O seminário era um retiro de estudos e meditação de três meses, durante os quais eram apresentados, um após o outro, os três yanas – o hinayana, o mahayana e o vajrayana.
Chögyam Trungpa pode apresentar de maneira aprofundada e progressiva os ensinamentos budistas da escola Kagyü e Nyingma. Ele introduziu pela primeira vez os ensinamentos do vajrayana em toda sua força. Alguns meses após o seminário, ele autorizou alguns de seus estudantes à começarem as práticas de Ngöndro, ou preliminares.
Em 1974, foi fundado o Instituto Naropa, inspirado no modelo da célebre universidade budista indiana de Nalanda, que recebia estudantes budistas e não budistas vindos de toda a Ásia. No seu primeiro ano de existência, foram dados ensinamentos de tai-chi, cerimônia do cha, antropologia, física e psicologia, escrita e poesia, entre outros. Mais de dois mil estudantes frequentaram a universidade.
Em 1977, apos um retiro de vários meses, Chögyam Trungpa Rinpoché apresentou os ensinamentos Shambhala, o caminho sagrado do guerreiro – guerreiro aqui não aquele que faz a guerra, mas sim aquele que é corajoso e autentico o bastante para aceitar entrar em contato com seu próprio coração.
Essas instruções afirmam que cada um de nos pode fazer nascer a cada momento a confiança inextinguível que possuímos e que nos permite de ir além do medo e do mundo confinado dentro do qual esse medo nos aprisiona. Existe na realidade uma sabedoria iluminada, ou bondade fundamental inerente à cada um, e que podemos à qualquer momento invocar.
A aprendizagem Shambhala, que ele estabelece em 1978, apresenta a possibilidade de seguir um caminho espiritual despido de qualquer dogma religioso. A importância é dada na ideia de aliar espiritualidade e vida quotidiana. “Geralmente, a religião é ligada ao fato de punir a si mesmo. As pessoas levam muito à sério até hoje o pecado original. Deveríamos deixar isso de lado. Talvez a bondade original devesse substituir o pecado original”, diz ele em 1985.
Dordjé Dradül, “Guerreiro indestrutível”, título enquanto detentor dos ensinamentos Shambala, afirma que esses ensinamentos são a expressão primordial de sua ação ao longo dessa vida. Ele indicou a urgência de fundar aqui mesmo o reinado de Shambhala, considerado geralmente como algo de caráter apenas mítico.
O ano de 1977 é marcado também pela sua primeira visita à Nova Escócia, no Canadá, onde ele decide se instalar. A partir de 1982, a sua maneira de ensinar se transforma mais uma vez, se tornando cada vez mais objetiva e simples - mas ao mesmo tempo guardando um sentido continuo de transmissão direta do espírito de iluminação. Em 1985, ele parte em retiro pra Mill Village, em Nova Escócia.
Chögyam Trungpa falece no dia 4 de abril de 1987, em Halifax. Ele finalizou sua ação: a implantação do bodidharma para o Ocidente.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Rabindranath Tagore





Rabindranath Tagore (em bengali: রবীন্দ্রনাথ ঠাকুর; 7 de maio de 1861 - 7 de agosto de 1941), alcunha Gurudev, foi um polímata bengali. Como poeta, romancista, músico e dramaturgo, reformulou a literatura e a música bengali no final do século XIX e início do século XX. Como autor deGitanjali e seus "versos profundamente sensíveis, frescos e belos", sendo o primeiro não-europeu a conquistar, em 1913, o Nobel de Literatura, Tagore foi talvez a figura literária mais importante da literatura bengali. Foi um destacado representante da cultura hindu, cuja influência e popularidade internacional talvez só poderia ser comparada com a de Gandhi, a quem Tagore chamau 'Mahatma' devido a sua profunda admiração por ele.
Um brâmane pirali de Calcutá, Tagore já escrevia poemas aos oito anos. Com a idade de dezesseis anos, publicou sua primeira poesia substancial sob o pseudônimo Bhanushingho ("Sun Lion") e escreveu seus primeiros contos e dramas em 1877. Tagore condenava a Índia britânica e apoiou sua independência. Seus esforços resistiram em seu vasto conjunto de regras e na instituição que ele fundou, Universidade Visva-Bharati.
Tagore modernizou a arte bengali desprezando as rígidas formas clássicas. Seus romances, histórias, canções, danças dramáticas e ensaios falavam sobre temas políticos e pessoais. Gitanjali (Ofertas de Música), Gora (Enfrentamento Justo) e Ghare-Baire (A Casa e o Mundo) são suas mais conhecidas obras. Seus versos, contos e romances foram aclamados por seu lirismo, coloquialismo, naturalismo e contemplação. Tagore era talvez o único literato que escreveu hinos dos dois países: Bangladesh e Índia: Hino nacional de Bangladesh e Jana Gana Mana.

Biografia
O mais novo de treze filhos sobreviventes, Tagore nasceu na mansão Jorasanko em Calcutá, filho de pais Tagore Debendranath (1817-1905) e Sarada Devi (1830-1875).Os patriarcas da família Tagore eram os bramos fundadores da fé Adi Darma. Ele foi educado na maior parte do tempo por criados, uma vez que sua mãe morreu quando ele tinha poucos anos de vida e seu pai viajava muito.] Tagore frequentou pouco o ensino regular, preferindo perambular pela mansão ou por devaneios próximos: Bolpur, Panihati e outros. Após sua iniciação upanaiana aos onze anos, Tagore deixou Calcutá em 14 de fevereiro de 1873 para uma viagem pela Índia com seu pai por vários meses. Eles visitaram o estado de seu pai, e pararam em Amritsar antes de chegar à estação do monte Himalaia de Dalhousie. Lá, o jovem "Rabi" leu biografias e foi educado em casa em história, astronomia, ciência moderna e sânscrito e analisou a poesia de Kālidāsa. Finalizou grandes obras em 1877, inclusive uma série de dez canções (publicadas pela Visva Bharati University no vol. 21 de sua obra musical completa), cujos textos foram escritos no estilo maithili iniciado séculos antes por Vidyapati. Publicado sob pseudônimo, os estudiosos aceitaram-nas como as obras perdidas de Bhānusiṃha, um poeta Vaiṣṇavado século XVII recém-descoberto. Escreveu "Bhikharini" (1877), "A Mulher Pedinte", o primeiro conto em língua bengali eSandhya Sangit (1882) - incluindo o famoso poema "Nirjharer Swapnabhanga" ( "O Vigor da Cachoeira").
Estudou Direito na Inglaterra de 1878 a 1880. Retornando ao país em 1890 para administrar propriedades agrícolas da família, dedica-se ao desenvolvimento da agricultura e a projetos de saúde e educacionais. Com formação filosófica, chega a criar uma escola em 1901, dedicada ao ensino das culturas e filosofias ocidentais e orientais. Sua obra poética compreende uma coleção de três mil poemas em língua bengali sobre temas religiosos, políticos e sociais.
A obra em prosa, orientada por preocupações humanistas, é extensa. Inclui oito novelas, 50 ensaios e contos.
Como músico, compôs cerca de duas mil canções num estilo próprio conhecido como "rabindra-sangita", no qual fundiu a música clássica indiana (sobretudo a hindustani) com as tradições folclóricas de diferentes partes da Índia, mas, sobretudo de sua terra natal, Bengala. No campo da música pode-se afirmar que foi um inovador, já que procurou expressar musicalmente as cores e sutilezas de seus versos inspirados. Segundo Arnold Bake "em suas composições, Tagore trouxe de volta o sentido do significado e da importância das palavras, afastando-a dos floreios e ornamentos para o seu próprio bem". Assim, enquanto na música clássica hindustani as palavras possuem um papel subsidiário e o raga se desenvolve através de improvisações que por vezes tornam o texto incompreensível, no estilo de Tagore as regras de prosódia são sempre seguidas e os ornamentos vocais são discretos, para que o sentido do texto não deixe de ser compreendido. Essa foi, aliás, uma das preocupações do jovem Rabindranath que já em 1881, recém-chegado da Inglaterra, ansiava por um maior entrelaçamento entre poesia e música, tal como demonstrou em sua palestra "Songit o Bhab" (Música e Emoção), publicada posteriormente numa coletânea de artigos sobre música intitulada "Pensamento Musical"(Songit Cinta).
No campo de sua produção literária, o volume de poesias mais conhecido é Oferenda Poética (1913-1915). Seus últimos trabalhos, entre eles Cantos Musicais (1910), são classificados dentro do Simbolismo.
Tagore participou do movimento nacionalista indiano e era amigo pessoal de Mahatma Gandhi que o chamou de Sentinela da Índia. Como escritor, tornou-se famoso na Índia já nos primeiros anos de carreira, alcançando notoriedade no Ocidente quando da publicação de seus textos traduzidos para o inglês, muitos deles pelo próprio autor. Tagore ganhou a admiração de escritores como William Butler Yeats, que assinou a apresentação de seu livro Gitangali em sua edição britânica.
Em 1913, torna-se o primeiro escritor asiático a ser agraciado com o Nobel de Literatura. Renuncia, em 1919, como forma de protesto contra a política britânica em relação ao Punjab, ao título de Sir concedido a ele pela Coroa Britânica em 1915.

“O homem só ensina bem o que para ele tem poesia.”


— Rabindranath Tagore
Principais obras
Contos e romances
§  Gora (1910)
§  Ghare-Baire (1916) [The Home and the World]
§  Yogayog (1929) [Crosscurrents]
Poesia
§  Manasi (1890) [The Ideal One]
§  Sonar Tari (1894) [The Golden Boat]
§  Gitanjali (1910) [Song Offerings]
§  Raja (1910) [The King of the Dark Chamber]
§  Dakghar (1912) [The Post Office]
§  Gitimalya (1914) [Wreath of Songs]
§  Achalayatan (1912) [The Immovable]
§  Gardener (1913)
§  Balaka (1916) [The Flight of Cranes]
§  Fruit-Gathering (1916)
§  The Fugitive (1921)
§  Muktadhara (1922) [The Waterfall]
§  Raktakaravi (1926) [Red Oleanders]


domingo, 28 de outubro de 2012

Credo da Paz - Ralf Maxwell Lewis




Ralph Maxwell Lewis, F.R.C. (1904-1987) foi um famoso Rosacruz, escritor e místico; deu seqüência a obra do pai, Dr. Harvey Spencer Lewis, tendo sido o segundo Imperator da Ordem Rosacruz – AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis) para a Jurisdição Internacional deste segundo Ciclo Iníciático no Ocidente, de 1939 à à 1987. Na Fédération Universelle des Ordres et Sociétés Initiatiques, F.U.D.O.S.I., ele era conhecido com o nome místico de Sâr Validivar


Credo da Paz - Ralf Maxwell Lewis


Sou responsável pela guerra quando orgulhosamente faço uso da minha inteligência para prejudicar o meu semelhante; Sou responsável pela guerra quando menosprezo as opiniões alheias que diferem das minhas próprias; Sou responsável pela guerra quando desrespeito os direitos alheios; Sou responsável pela guerra quando cobiço aquilo que uma outra pessoa conseguiu honestamente; Sou responsável pela guerra quando abuso da minha superioridade de posição privando outros de sua oportunidade para progredir; Sou responsável pela guerra se considero apenas a mim próprio e a meus parentes pessoas privilegiadas; Sou responsável pela guerra quando me concedo direitos para monopolizar recursos naturais; Sou responsável pela guerra se acredito que outras pessoas devem pensar e viver da mesma maneira que eu; Sou responsável pela guerra quando penso que sucesso na vida depende exclusivamente do poder da fama e da riqueza; Sou responsável pela guerra quando penso que a mente das pessoas deve ser dominada pela força e não educada pela razão; Sou responsável pela guerra se acredito que o Deus de minha concepção é aquele em que os outros devem acreditar; Sou responsável pela guerra quando penso que o país em que nasce o indivíduo deve ser necessariamente o lugar onde ele tem de viver; 


Os verdadeiros preceitos da Paz não são legislados, porém formados nas aspirações pessoais e na conduta de milhões de indivíduos. A ignorância proporciona uma felicidade perigosa. A verdadeira Paz nasce do conhecimento que faz desaparecer o medo. Quando os homens perceberem finalmente sua dependência comum manifestar-se-á uma compreensão que transcenderá as barreiras de tempo e espaço, credo e raça.


Sou responsável pela paz se direciono correta e construtivamente os poderes da minha mente; Sou responsável pela paz se concedo ao meu semelhante o direito pleno de se expressar, de acordo com o seu próprio entendimento das verdades da vida; Sou responsável pela paz se reconheço que os meus direitos cessam quando iniciam os direitos dos outros, e aceito isso com um mínimo
indispensável de disciplina; Sou responsável pela paz se faço uso dos meus poderes interiores para criar minhas próprias oportunidades; Sou responsável pela paz se consigo promover a evolução dos que me cercam, sem considerar a minha posição ameaçada, e entendo que esta é a minha maior fonte de sucesso; Sou responsável pela paz se compreendo que as Leis Cósmicas diferem das leis criadas pelo Homem, e que nenhum direito divino especial é concedido a alguém unicamente por seu berço; Sou responsável pela paz se reconheço que os recursos naturais devem servir indistintamente a todas as formas de vida, e que não me cabem direitos exclusivos sobre eles; Sou responsável pela paz se compreendo que nada é mais livre do que o pensamento, e que o pensamento construtivo transforma o Homem direcionando-o para a sua verdadeira meta; Sou responsável pela paz quando sinto que toda felicidade depende do simples fato de existir... de estar de bem com a vida; Sou responsável pela paz se percebo que todo ser humano poderá vir a ser um grato amigo, quando convencido pela argumentação sincera; Sou responsável pela paz se considero que a Alma de Deus adquire personalidade no Homem, e que este só pode conceber Deus a partir de sua própria percepção da Divindade; Sou responsável pela paz se reconheço a mim e ao meu semelhante como partes integrantes do Universo, e que a cada um cabe a busca do lugar onde melhor possa servir; 

Se estou em paz, eu promovo a paz dos que me cercam. Por sua vez, eles promovem a paz daqueles que estão à sua volta e que também farão o mesmo. Então, a paz começa por mim! E sem ela não pode haver a necessária transformação social.


Paz Profunda

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

FRÉDERIC-RODOLPHE SALZMANN SALZMANN




Nasceu em Saint-Marie-aux-Mines, Alsácia, conselheiro da legação da Saxônia ducal, preceptor do barão de Stein (o futuro ministro prussiano) em 1774, é um jurista de pro¬fissão e passa quase toda sua vida em Estrasburgo, onde se consagrou ao estudo dos teósofos. Salzmann adquire a livraria acadêmica de Estrasburgo, convertendo-se assim em editor-li¬vreiro, o que lhe assegura uma relativa tranqüilidade, momentaneamente interrompida pela tormenta da revolução. Amigo de Oberlin, de Juan de Turckheim, de Jacob Lenz, de H.L. Wagner, místicos e teósofos conhecidos de Goethe, com quem funda uma revista, "Der Bur¬gerfreund".

Durante anos, e até o fim de seus dias, foi amigo devoto de Willermoz. Com Juan de Turckheim, seu compatriota estrasburguês, Salzmann organiza o sistema dos C.B.C.S.(Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa), tomando parte ativa no convento de Wi¬lhelmsbad (1782), e será para sempre na Alsácia, o representante autorizado dos Grandes Pro¬fessos. 
Se lhe verá atuar como intermediário entre Willermoz e os príncipes alemães Charles de Hesse-Cassel e Fernando de Brunswick.

Em 1788 conhece Saint-Martin em Estrasburgo, onde o Filósofo Desconhecido passa um dos períodos mais felizes de sua vida em companhia dos místicos alsacianos, dos que Salzmann e Madame de Bocklin formam parte.

Sem dúvida, se deve a Salzmann, como certamente sucedeu com Madame de Bocklin, que Saint-Martin se tenha interessado pela filosofia de Jacob Boehme, Salzmann se inspira no pensamento do sapateiro de Goerlitz, porém o faz também com o de Engelbrecht, Oetinger, Bengel, Hann. Se corresponde com Jung-Stilling, Lavater, Georg Muller, Moulinié, Saint-Martin, o bispo Grégoire, Oberlin, Friedrich von Meyer, Gotthilf Heinrich von Schube¬ert, Emil von Darmstadt, Madame de Krudener, Nuscheler e outros escritores e teóso¬fos.

Sua obra inicial, "Tudo se renovará, aparece em sete partes, desde 1802 a 1810, contendo numerosos extratos de leituras teosóficas e notas pessoais. Se encontram páginas de Ruysbroeck, Tersteegen, Catherine de Sienne, Antoinette Bourignon, Madame Guyon, Jane Lead, Swedenborg, Browley, autores que Salzmann faz conhecer aos leitores da Alsácia, Ale¬manha do Norte e Suíça.
Neste trabalho, Salzmann expõe interessantes idéias sobre o estado da alma depois da morte e acerca da ressurreição.

Antes de ressuscitar temos de atravessar um estado transitório, prévio ao passo definitivo ao céu ou ao inferno; Salzmann trata de fazer desta maneira aceitável aos protestan¬tes a teoria católica do purgatório. 

É autor de quinze volumes, entre os que se encontram também: "Acerca dos últimos tempos" (1805), crítica de uma obra de Kelber; "Miradas sobre os mistérios das inten¬ções de Deus em relação a Humanidade "(1810).

Salzmann apresenta uma cosmogonia de caráter nitidamente martinista: A rebe¬lião dos anjos foi a origem de um caos, com que Deus fez uma maravilhosa morada para que servisse de habitação ao homem.
A desordem dos elementos é a conseqüência da queda de Adão.
Salzmann profetiza em mais de uma ocasião o fim dos tempos.

Se lhe tem confundido muitas vezes com seu primo Johann Daniel Salzmann, secretario de uma comissão municipal (Actuarius) e comensal habitual na casa de Goethe, Jung-Stilling e Herder por volta de 1771.

Este amigo de Goethe morreu em 1812, e o amigo de Saint-Martin faleceu em 1821.
* Sobre Salzmann consultar: "Lettres choisies" (de Salzmann), traduzidas do alemão para o francês por M.E.C. e precedidas de um estudo sobre o misticismo, París, Ed. Chacornac, 1906;

Anne-Louise Salomon, F.R. Salzmann, París, Berger-Levrault, 1932, e também a obra de René Le Forestier, La Franc-Maçonnerie occultiste au XVIII siécle et LÓrdre des Elus-Cohen, París, Dorbon, 1928;

La Franc-Maçonnerie occultiste et Templiére aux XVIII et XIX siécles, París, Aubier-Nauwelaerts, 1970, publicado por A. Faivre.

Texto extraído de: http://ombrasil.blogspot.com.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

IOM KIPUR



Em hebraico significa "dia da expiação". Desde os tempos mais primitivos os judeus respeitam este dia como o mais significativo de todos os dias santificados do calendário judaico.

Nas culturas primitivas praticavam-se ritos mágicos, baseados na crença de que os pecados dos indivíduos, não somente lhes causavam sofrimento pessoal como que também provocavam a ira daquele que possuía poderes invisíveis.


Historicamente, à medida que passavam os séculos também se construía no povo judeu um conceito de aprimoramento espiritual e de justiça social. Nesse processo, eles iam adquirindo sentimentos de culpa perturbadoras o que os levava a uma autorreavaliação e à compulsão de modificar esses sentimentos através do arrependimento.

No pensamento social da religião judaica, o mal feito por um indivíduo não era considerado como um assunto privado, uma vez que as consequências incidiam sobre a vida dos outros e frequentemente de toda a comunidade. Vivia-se com o temor de coisas terríveis que pudessem acontecer :desde secar os poços de água, fracasso das colheitas, epidemia de doenças e mortes no gado, tudo isso era dramático na cultura agro-pastoril. Era, portanto, uma questão de vida ou morte para a comunidade apaziguar a ira do Todo-Poderoso.

Assim, era costume realizar algumas cerimônias com o objetivo de compensar com oferendas os pecados cometidos.

No ritual de sacrifício do carneiro, no Templo, havia uma transferência mágica dos pecados cometidos para o animal, impedindo o castigo coletivo.

Com a destruição do segundo templo, na diáspora esses sacrifícios foram substituídos pelo ritual da kapará, que alguns tradicionalistas continuam fazendo até hoje.

Nessa transição, que levou vários séculos, cada vez mais o indivíduo passou a assumir a responsabilidade moral de suas próprias ações. Então, a "expiação" se torna arrependimento, uma transformação que a pessoa devia sofrer "por dentro" e alcançá-la torna-se o objetivo de todos os ritos e orações de Iom Kipur.

O dia de Iom Kipur se comemora fazendo jejum; é um dia austero no comportamento e nas vestes. A lei judaica leva o povo judeu às sinagogas onde se reza com orações contínuas de dor e arrependimento.

O Talmud explica que embora o homem se veja diante do julgamento Divino em Rosh Hashaná, o período de penitência se prolonga por dez dias até o dia de Iom Kipur, quando o julgamento da sua sorte fica selado (confirmado).

Texto de Raquel Melamed
Grupo Iachad – Na'amat Porto Alegre

sábado, 22 de setembro de 2012

Ostara



Primeiro dia da primavera (Equinócio da Primavera).
Em 2012, no Hemisfério Sul, ocorre no dia 22/Set às 11:48 



O Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.

Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.

Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.

Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera. (Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.) A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãs, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.

Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Pedras preciosas sagradas: ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.


Texto publicado em Sanctum Sanctorum .'. por Maria Conceição Baptista